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“Evening on Karl Johan Street,” de Edvard Munch
dou por mim a somatizar a minha visão da realidade … necessito que o sol me arranque das brumas … depressa
2010 nasceu com a morte de Lhasa … o amigo Jules Beckman descreve-a:
“We have always heard something ancestral coming through her. She has always spoken from the threshold between the worlds, outside of time. She has always sung of human tragedy and triumph, estrangement and seeking with a Witness’s wisdom. She has placed her life at the feet of the Unseen.”
a voz rouca e profunda, o castelhano, a hipnose induzida no carpir das palavras trouxeram-me muitos momentos de conforto … incomoda-me assim, o facto de que, sendo fresca como uma manhã de orvalho, tenha partido pela mesma hora …
nómada: que não tem assento fixo. = errante


a atmosfera está saturada de Outono, ofusca-nos o brilho dourado das folhas e mimam-se os pés ao percorrer o tapete estaladiço… somos transportados para o imaginário de início de século, para o romântico, na fluidez das formas emprestadas à arquitectura, nos vitrais, nas cores, na ténue luz dos candeeiros e na artificial desorganização dos jardins … respira-se água e paz nestes férteis vales do norte …
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ouvi dizer:
” – podia faltar-me tudo, … mas o meu leitinho não !”
medrar é perceber o que realmente nos interessa.
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se chovesse lá fora estaria depressivo
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encontro o pequeno do canto inferior direito um pouquinho mais criativo
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Estou em barcelona … lá fora chove …
até ao hotel o taxista de maxilares musculados, brincava com a pastilha e com a saliva soltando estalidos … claro está de boca aberta, dançando ao som de “englishman in new york” … no meio da ansiedade conseguiu arrancar-me um sorriso …
